A MULHER QUE DIGITA ENCERRA MOSTRA DE DRAMATURGIA DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

SOBRE O EVENTO

Início: 04/08/2017 21:00h
Fim: 27/08/2017 20:00h
Onde: CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000 –Estação de metrô Vergueiro -SP

Terceiro texto de Carla Kinzo levado aos palcos, montagem conta

com direção de Isabel Teixeira e atuação de Andrea Tedesco e

Sabrina Greve. No cenário, um cronômetro marca 1h11

minutos a partir do momento que a plateia começa a entrar

no teatro, em contagem decrescente para o fim da peça

 

 

A terceira edição da MOSTRA DE DRAMATURGIA EM PEQUENOS FORMATOS CÊNICOS DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO chega ao fim com a estreia de A Mulher que Digitaespetáculo escrito por Carla Kinzo, com direção de Isabel Teixeira.

 

Na montagem, as atrizes Andrea Tedesco e Sabrina Greve sobem ao palco para contar a história de duas mulheres, uma que tenta terminar um texto a curto prazo, e outra que é contratada para ajudá-la, digitando, sendo a primeira pessoa que ouve a narrativa sendo formulada. Aos poucos, a urgência dessa história é revelada, bem como o enfrentamento entre elas.

 

Para a autora Carla Kinzo, A Mulher que Digita é um texto que tenta falar sobre um mundo cada vez mais violento e opressor, dentro do qual as palavras parecem ter perdido a força de ação. “Cabe a essas duas mulheres escutar o que grita esse mundo do lado de fora, do qual parecem apartadas, e responder a isso – seja pelo verbo, seja pela ação”, conta ela.

 

A Mulher que Digita começou a ganhar contornos em 2014, quando Carla Kinzo participou do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council. “Inicialmente o texto era uma cena curta; aos poucos ele foi se reconfigurando para o formato como está”, explica a autora, que completa: “Ficção também pode ser uma arma”.

 

Dramaturgia expandida

Já a diretora Isabel Teixeira conta que o texto de Carla Kinzo rege tudo na montagem. “O texto é o norte de todos da equipe, que é ativa na tomada de várias decisões. Optei por uma direção porosa, onde a criação do espetáculo a partir de um escrito inédito, sem antecedência ou referência, faz com que eu faça novas descobertas a cada passo.”

 

O embate entre as personagens de Sabrina Greve (a escritora) e Andrea Tedesco (a funcionária que digita) tem como pivô um acontecimento externo e questiona a capacidade de afetação da sociedade atual. “A peça fala de distâncias sociais e traz reflexões sobre que lugar da sociedade essas mulheres estão nesse momento; se elas possuem voz dentro desse sistema fechado. É um texto muito político, que aborda o aqui e agora, uma verdadeira dramaturgia expandida da atualidade”, diz Isabel Teixeira.

 

Cronômetro

Um cronômetro que marca 1h11 minutos a partir do momento que a plateia começa a entrar no teatro e já começa uma contagem decrescente para o fim da peça é o grande chamariz do cenário de A Mulher que Digita. Com uma área do chão branco e uma porta de ferro, a cenografia traz poucos elementos, como uma máquina de escrever e uma mesa.

 

“A ideia da cenografia é acentuar a dualidade entre as personagens, que orbitam entre generosidade e piedade, por isso o contraste entre o preto e o branco”, explica Lucas Brandão, codiretor da montagem.

 

Encerramento da Mostra

A Mulher que Digita é a terceira e última peça da III MOSTRA DE DRAMATURGIA EM PEQUENOS FORMATOS CÊNICOS DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO. Além do texto de Carla Kinzo, essa terceira edição também teve a montagem de Boi Ronceiro – Uma Fábula de Horro (autoria de Ricardo Inhan) e ANTIdeus (assinado por Carlos Canhameiro).

 

Kil Abreu, curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, conta que a repercussão pública do projeto tem sido muito grande, já que as apresentações têm acontecido com boas plateias. O reconhecimento institucional também veio com a indicação do Centro Cultural São Paulo ao Prêmio Shell de Teatro, na categoria inovação, pelo estímulo à experimentação de novas formas cênicas, dramatúrgicas e de produção.

 

A repercussão também não foi só para o Centro Cultural São Paulo. Na primeira edição Silvia Gomez ganhou o Prêmio APCA de autora e foi indicada ao Prêmio Shell na mesma categoria com o espetáculo Mantenha Fora do Alcance do Bebê. Vinicius Calderoni, autor de Os Arqueólogos, um dos textos selecionados para a segunda edição do evento, também ganhou o Prêmio APCA de melhor autor e foi indicado ao Prêmio Shell.

 

Para roteiro:

 

MOSTRA DE DRAMATURGIA EM PEQUENOS FORMATOS CÊNICOS DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO apresenta A Mulher que Digita – Estreia dia 4 de agosto, sexta-feira, às 21 horas, na Sala Jardel Filho. Dramaturgia – Carla Kinzo. Direção – Isabel Teixeira. Elenco – Andrea Tedesco e Sabrina Greve. Codireção – Lucas Brandão. Iluminação – Aline Santini. Trilha Sonora – Aline Meyer. Cenografia – Equipe + Michel Castro. Figurino – Equipe + Marcelo Leão.Operação de Som – Lucas Brandão. Operação de Luz – Mayara Silva. Imagens – Roberto Setton e Paulo F. Camacho. Design Gráfico – Ateliê Fora do Esquadro. Teasers – Paulo F. Camaho, Lucas Brandão, Roberto Setton e Isabel Teixeira. Produção – Anayan Moretto.Assistência de Produção – Verônica Jesus. Realização  Centro Cultural São Paulo.Recomendação etária  12 anos. Duração  1h11 minutos. Temporada  Até 27 de agosto. Sexta-feira e sábado às 21 horas e domingo às 20 horas. Ingressos  R$ 10,00 – vendidos online pela www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 4003-1212. 

 

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000 –Estação de metrô Vergueiro. Telefone (11) 3397-4002. Bilheteria – de terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30. Capacidade – 321 lugares. Acesso para deficientes físicos. www.centrocultural.sp.gov.br

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CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000 –Estação de metrô Vergueiro -SP